domingo, 1 de agosto de 2010

Deficiência auditiva

Informações gerais sobre as causas e as limitações decorrentes dessa deficiência
É chamada de deficiência auditiva a perda parcial ou total da possibilidade de ouvir, que varia em graus e níveis. Com base no trabalho de Roeser & Downs, Martinez (2000), pode-se dizer que a audição está normal quando há uma diminuição de até 15dB (decibéis). Nos casos de perda entre 16 e 25 dB, há uma deficiência auditiva suave. A surdez manifesta-se como leve quando a perda varia de 26 a 40 dB, moderada entre 41 e 55 dB, moderadamente severa entre 56 e 70 dB e severa entre 70 e 90 dB.

Quando a perda auditiva é maior, ela impede o indivíduo de ouvir a voz humana e, portanto, de adquirir, espontaneamente, a capacidade de aprender a modalidade oral da língua, mesmo com o uso de prótese auditiva (aparelho). Calcula-se que pelo menos uma em cada mil crianças nasce profundamente surda, o que é diagnosticado através de exames, como a audiometria e o audiograma.

Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, devido a acidentes ou doenças. A deficiência auditiva pode ser adquirida quando existe uma predisposição genética (por exemplo, a otosclerose), quando ocorre meningite, ingestão de remédios ototóxicos (que causam danos aos nervos relacionados à audição), exposição a sons impactantes ou viroses. Outra causa da deficiência congênita é a contaminação da gestante através de certas doenças, como rubéola, sarampo, sífilis, citomegalovírus e toxoplasmose, além da ingestão de medicamentos que lesam o nervo auditivo durante a gravidez.

É importante lembrar que estas pessoas muitas vezes não falam porque não ouvem, mas elas podem emitir sons. Muitas aprendem a se comunicar com as pessoas que ouvem através da fala e aprendem a fazer leitura labial, para compreender o que é dito em resposta. Assim, a expressão "surdo-mudo", que é utilizada muito frequentemente, não é correta, pois estas pessoas não são mudas, mas sim surdas.

Orientações para a convivência com pessoas com deficiência auditiva
Como se comunicar melhor

•Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque em seu braço de forma delicada;


•Perceba como a pessoa surda que está a sua frente se comunica. Algumas fazem a leitura labial, outras só sabem comunicar-se por sinais (língua de sinais) e outras comunicam-se das duas formas. Se ela fizer leitura labial, fale de frente para ela e não cubra sua boca com a mão;


•Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere na lentidão. Use a sua velocidade normal, a não ser que ela lhe peça para falar mais devagar;


•Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha;


•Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará a você. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas;


•Para quem não ouve, a expressão facial ajuda a captar sutilezas da comunicação transmitidas pela voz, como o tom irônico de uma frase, por exemplo. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão boas indicações do que você quer dizer;


•Gritar com o deficiente auditivo é uma atitude ineficaz e, infelizmente, muito comum. Lembre-se que, além de não facilitar a comunicação, essa forma de falar pode ser interpretada pelo surdo como uma ofensa a ele;


•Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou;


•Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente as pessoas surdas não se incomodam de repetir para que sejam entendidas, pois isso demonstra que você está interessado em entendê-la;


•Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar, seja qual for o método;


•O surdo, até mesmo o oralizado (ou seja, o que aprendeu a falar), pode não ter um vocabulário extenso. Portanto fale normalmente e, se perceber que ele não entendeu, use um sinônimo. Em vez de "automóvel", fale "carro", por exemplo;


•Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete supondo que ela não possa entendê-lo.

Fonte: tele-centros.org

Deficiência visual

Causas mais freqüentes dessa deficiência e as limitações decorrentes

Pode ser considerada deficiente visual a pessoa que é privada da capacidade de ver, em parte ou totalmente. Segundo a American Foundation for the Blind (http://www.afb.org), é considerada cegueira a acuidade visual de 6/60 ou menos no melhor olho com correção apropriada, e uma restrição do campo visual menor que 20 graus, caracterizando a "visão de túnel" (a fração 6/60 significa que a pessoa precisa de uma distância de seis metros para ver o que normalmente veria a sessenta metros).

Uma pessoa com baixa visão é aquela que possui seu funcionamento visual comprometido, mesmo após tratamento e/ou correção de erros refracionais comuns com o uso de óculos. Ela tem acuidade visual inferior a 10 graus de seu ponto de fixação (20/200 a 20/70 pés no melhor olho após correção máxima) mas, apesar disso, utiliza ou é possivelmente capaz de utilizar a visão para o planejamento e a execução de uma tarefa, se aprender a utilizar este resíduo visual. Até alguns anos atrás, as pessoas com baixa visão eram consideradas cegas e tratadas como tal. Atualmente, os oftalmologistas sabem como ensinar as pessoas a utilizar adequadamente seu potencial, contribuindo para melhorar a sua qualidade de vida.

A perda da visão pode acontecer devido a ferimentos, traumatismos, perfurações ou vazamentos nos olhos. Durante a gestação, doenças como rubéola, toxoplasmose e sífilis, além do uso de substâncias tóxicas, podem causar esta deficiência na criança.

A perda da visão representa uma perda considerável para a pessoa e para os que estão ao seu redor. Porém, isso não significa que a vida acabou. Pessoas com deficiência visual podem ter uma vida feliz e produtiva, graças aos avanços da tecnologia e à crescente conscientização da sociedade.

Infecções em recém-nascidos também podem vir a provocar déficit visuais. Algumas doenças que costumam ocorrer em adultos, como glaucoma, diabetes, catarata, retinopatia e descolamento da retina, se não forem tratadas adequadamente, também propiciam a ocorrência da deficiência.

As causas mais freqüentes da deficiência visual são:


•Retinopatia da prematuridade - causada pela imaturidade da retina, em decorrência de parto prematuro ou de excesso de oxigênio na incubadora;


•Catarata congênita - em conseqüência de rubéola ou de outras infecções durante a gestação;


•Glaucoma - pode ser hereditário ou causado por infecções.

Orientações para a convivência com pessoas com deficiência visual
Como conduzir essas pessoas e se comunicar melhor com elas

•Não é necessário evitar termos como "ver" e "olhar". Mesmo sem ter fisicamente a capacidade de fazer isso, os deficientes visuais podem entender a expressão metaforicamente sem se sentirem ofendidos. Lembre-se que não é natural substituir o verbo "ver" por expressões como "toque", "apalpe", "ouça só !";


•Toque no braço da pessoa com deficiência visual antes de começar a falar para que ela entenda que você está falando com ela. Quando sair, avise para que ela não fique falando sozinha;


•Não se dirija ao portador de deficiência visual através de seu acompanhante, supondo que ele não pode compreendê-lo;


•Em um local estreito, onde só passa uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que ele possa continuar a seguir você;


•Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha também uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal;


•Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga e nunca devem ser distraídos do seu trabalho;


•Não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades comunitárias. Deixe que elas decidam como podem ou se querem participar dos eventos;


•Não se deve modificar o posicionamento dos móveis sem avisar o portador de deficiência visual nem deixar no caminho algo que possa causar acidentes, como uma vassoura ou um balde;


•Se for servir algo para o portador de deficiência visual, dê o copo ou os salgadinhos diretamente em suas mãos, evitando assim que ele precise apalpar toda a bandeja. O copo não deve estar muito cheio de bebida para evitar acidentes;


•Não deixe as portas entreabertas no caminho da pessoa com deficiência visual, conserve-as encostadas à parede ou fechadas;


•É preciso tomar cuidado para não deixar objetos perigosos (como estiletes, tesouras e cinzeiros) sobre a mesa que está sendo utilizada pela pessoa com deficiência visual;


•Quando for caminhar com um deficiente visual, não o puxe pelo braço. A maioria deles prefere segurar o braço ou o ombro do guia. Pergunte qual é sua preferência;


•Quando for ultrapassar portas, coloque o deficiente visual do mesmo lado das dobradiças e abra a maçaneta com o mesmo braço no qual ele está segurando. É interessante passar na frente e depois trazer o portador de deficiência a seu lado. O mesmo procedimento deve ser usado no caso de elevadores;


•Para ajudar uma pessoa portadora de deficiência visual a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa se sente sozinha;


•Ao explicar as direções para uma pessoa com deficiência visual, seja o mais claro e especifico possível. De preferência, indique a distância em metros;


•Quando for subir uma escada, coloque as mãos do deficiente visual no corrimão e informe-o se os degraus estão no sentido ascendente ou descendente. É interessante, depois de percorrer o último degrau a um passo a frente do portador de deficiência, fazer uma pausa para assinalar o fim da escada;


•Quando for atravessar a rua e encontrar um portador de deficiência visual fazendo a mesma coisa, antes de agarrar-lhe o braço, pergunte se ele efetivamente precisa de ajuda. Se sim, procure atravessá-lo em linha reta, já que desse modo ele não ficará desorientado na outra calçada. Não grite de longe para alertá-lo sobre a presença de objetos, a não ser que esses não possam ser detectados pela bengala (como o caso de um toldo colocado a baixa altura, por exemplo).


Fonte: tele-centros.org

Deficiência mental

Definição adotada pela Associação Americana de Deficiência Mental e informações gerais sobre as causas desse tipo de comprometimento
Segundo a definição adotada pela AAMR (American Association of Mental Retardation - Associação Americana de Deficiência Mental), a deficiência mental é um "funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, coexistindo com limitações relativas a duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas: comunicação, auto-cuidado, habilidades sociais, participação familiar e comunitária, autonomia, saúde e segurança, funcionalidade acadêmica, de lazer e trabalho. Manifesta-se antes dos dezoito anos de idade."

Apesar dos avanços recentes da medicina, muitas vezes não é possível, ainda, estabelecer com clareza a causa da deficiência mental de uma pessoa, mas três tipos de fatores podem ser apontados:


•pré natais (que incidem desde a concepção do bebê até o início do trabalho de parto)


•perinatais (que agem do início do trabalho de parto até o 30º dia de vida do bebê)


•pós-natais (que atuam do 30º dia de vida do bebê até o final da adolescência)

São exemplos de fatores pré natais a desnutrição materna, a má assistência médica à gestante, a presença de doenças infecciosas como sífilis, rubéola e toxoplasmose na mãe, efeitos colaterais de medicamentos teratogênicos (ou seja, que afetam a estrutura e o desenvolvimento da anatomia do bebê), alterações cromossômicas, como a síndrome de Martin Bell e a síndrome de Down, e as alterações no metabolismo (por exemplo, a fenilcetonúria, a síndrome de Williams e a esclerose tuberosa).

Entre os fatores perinatais da deficiência mental estão os traumas de parto, a oxigenação cerebral insuficiente, a prematuridade e a incompatibilidade sangüínea entre mãe e filho devido à presença do fator RH em apenas um dos dois.

Desnutrição, desidratação grave, carência de estimulação global e infecções como as meningoencefalites e o sarampo estão entre as causas pós natais dessa deficiência. Outros fatores são o envenenamento por produtos químicos com chumbo e mercúrio e a neurocisticircose (quando a larva da taenia solium, popularmente chamada de solitária, aloja-se no cérebro). Contudo, numerosos fatores emocionais, alterações nas atividades nervosas, distúrbios de aprendizagem, alterações específicas de linguagem ou dislexia, psicoses, baixo nível sócio econômico ou cultural, além da carência de estímulos podem explicar a impossibilidade de ajustamento social adequado em uma pessoa sem que haja necessariamente uma deficiência mental.

O portador de deficiência mental não tem alterada a percepção de si mesmo e da realidade e é, portanto, capaz de decidir o que é melhor para ele. Quando a percepção encontra-se alterada, a condição é denominada doença mental, que é um quadro totalmente diferente.

É importante destacar que, em média, 20 a 30% dos deficientes mentais apresentam associação com algum tipo de doença mental, como a síndrome do pânico, a depressão e a esquizofrenia. Essas doenças prejudicam, primariamente, outras áreas do cérebro que não a da inteligência, como, por exemplo, a da capacidade de concentração e a do humor.

Orientações para a convivência com os portadores de deficiência mental
Entenda a diferença entre deficiência e doença mental

•Aja naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência mental;


•Trate-a com respeito e consideração, de acordo com sua idade. Lembre-se que a pessoa com deficiência mental não é uma "eterna criança";


•Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa;


•Dê atenção a ela, converse com calma e vai ver como pode ser agradável;


•Não a superproteja. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário;


•Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais;


•Não se deixe guiar por mitos; cada pessoa é diferente das outras e isso não muda apenas porque alguém é portador de deficiência mental.


Mitos sobre deficiência mental




•Toda pessoa com deficiência mental é doente;


•Pessoas com deficiência mental morrem cedo, devido a problemas de saúde incontornáveis;


•Pessoas com deficiência mental precisam usar remédios controlados;


•Pessoas com deficiência mental são agressivas e perigosas, ou dóceis e cordatas;


•Pessoas com deficiência mental são generalizadamente incompetentes;


•Existe um culpado pela condição da deficiência;


•O meio ambiente pode fazer pouco por pessoas com essa deficiência;


•Pessoas com deficiência mental só estão "bem" com seus "iguais";


•Para o aluno com deficiência mental, a escola é apenas um lugar para exercer alguma ocupação fora de casa.

Fonte: tele-centros.org

Deficiência física

Causas dos diferentes tipos de comprometimento, suas limitações e potencialidades
A deficiência física pode ser definida como uma desvantagem, resultante de um comprometimento que limita ou impede o desempenho motor da pessoa afetada. Isso significa que as partes afetadas são os braços e/ou as pernas.

As causas da deficiência física muitas vezes estão relacionadas a problemas durante a gestação, à prematuridade do bebê ou a dificuldades na hora do nascimento. Também podem ser ocasionadas por lesão medular decorrente de acidentes (mergulho, por exemplo) ou problemas do organismo (derrame, por exemplo).

Conforme a causa da deficiência física, a parte neurológica também pode ser afetada; nestes casos, dizemos que há uma deficiência neuro-motora. Algumas pessoas terão dificuldades de falar, de andar, de ver, de usar as mãos ou outras partes do corpo, ou de controlar seus movimentos.

Certas crianças com deficiência neuro-motora serão capazes de sentar sem suporte ou auxílio, enquanto outras necessitarão de ajuda para a maioria das tarefas da vida diária.

Para que não haja defasagem em seu desenvolvimento, é necessário que, ao ser diagnosticada precocemente a deficiência ou sob a suspeita de qualquer lesão neuro-motora, a criança seja imediatamente atendida por um profissional especializado.

Ao tentar definir qualquer tipo de deficiência, entretanto, é necessário enfocar também as aptidões que esta pessoa possui, ao invés de enfatizar apenas o que ela não pode fazer ou tem dificuldade de fazer sozinha.

Orientações para a convivência com o portador de deficiência física

Como conduzir a cadeira de rodas ou prestar outros tipos de auxílio

•Empurrar uma cadeira de rodas não é como empurrar um carrinho de supermercado, lembre-se que a pessoa com deficiência física deve ser movimentada com cuidado pois pode cair se você fizer uma freada brusca;


•Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira de rodas e parar para conversar com alguém, vire a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa;


•Para uma pessoa sentada em cadeira de rodas, é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, se a conversa for demorar mais do que alguns minutos, sente-se para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível;


•A cadeira de rodas (assim como as bengalas e as muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Lembre-se que apoiar-se nesses equipamentos não é como encostar-se em uma cadeira comum;


•Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão para a pessoa que a utiliza;


•Para subir degraus, incline a cadeira para trás, levante as rodinhas da frente e apoie- as sobre o degrau. Para descer um degrau, é mais seguro fazê-lo de marcha a ré, sempre apoiando a cadeira, para que a descida seja sem solavancos. Para subir ou descer mais de um degrau em seqüência, será melhor pedir a ajuda de outra pessoa;


•Se você estiver acompanhando uma pessoa deficiência que anda devagar, com auxílio ou não de aparelhos e bengalas, procure acompanhar o passo dela;


•Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa com deficiência;


•Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda. Caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo. As pessoas têm suas técnicas pessoais para subir escadas, por exemplo e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode atrapalhar. Pergunte e saberá como agir, mas não se ofenda se a ajuda for recusada;


•Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física;


•Pessoas com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar, podem fazer movimentos involuntários com pernas e braços e podem apresentar expressões estranhas no rosto. Não se intimide com isso. São pessoas como você. Geralmente, têm inteligência normal ou, às vezes, até acima da média;


•Quando apontar algo para uma pessoa em cadeira de rodas lembre-se que uma pessoa sentada tem um ângulo de visão diferente. Se quiser mostrar-lhe qualquer coisa, abaixe-se para que ela efetivamente a veja;


•Não se acanhe em usar palavras como "andar" e "correr". As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.

Fonte: tele-centros.org

As deficiências


Estimativas sobre o número de pessoas com deficiência e as conseqüências da exclusão digital para essas pessoas

As estimativas de 1976 da Organização Mundial da Saúde (OMS) calculam que cerca de 10% dos habitantes de países em desenvolvimento em tempos de paz são portadores de deficiência, um índice que, aplicado à população da América Latina e Caribe, aponta para a existência de 420 milhões de pessoas com deficiência, das quais estima-se que cerca de 40% são analfabetas.

Estudos têm apontado que a conjunção de fatores como analfabetismo, pobreza, desnutrição, precárias condições de saneamento básico e más condições de saúde pública ocasionam diversos tipos de deficiência. Estima-se, ainda, que parte considerável destas ocorrências poderia ser evitada, caso as políticas públicas contemplassem devidamente estas questões.

A condição da deficiência desperta reações de discriminação e preconceito, que reforçam a situação de exclusão vivida por estas pessoas. Acreditamos que a informação e a comunicação são armas eficazes para combater tais atitudes, ajudar a promover o respeito à diversidade, assim como prevenir a ocorrência de novos casos de deficiência.

Nem todos os países contam com estatísticas confiáveis e atualizadas sobre o número de pessoas com deficiência em seu território. Em 2000, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (Inter-American Development Bank) fez uma pesquisa consultando instituições de vinte países da América Latina. Os representantes de cinco deles disseram usar as estimativas da OMS por nunca terem feito um censo que incluísse a temática da deficiência. Os índices encontrados nos outros países variavam de 1,2% na Colômbia a 13,1% no Peru.

O mais recente censo demográfico do Brasil, realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000, revela que 14,5% da população total, ou seja, 24,5 milhões de brasileiros possuem alguma espécie de incapacidade física, mental ou sensorial (auditiva ou visual).

Essas pessoas e seus familiares também são parte de uma outra estatística crescente, a de excluídos digitais, pessoas que não possuem acesso às tecnologias de informação e comunicação estando, portanto, em posição de desvantagem para buscar informações e vagas em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, para citar apenas algumas situações desfavoráveis.

Sintetizando,

"Para a maioria das pessoas, a tecnologia torna a vida mais fácil; para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna a vida possível."
(Norberto Sanches)

Fonte: tele-centros.org

Deficiência múltipla

Definição e informações sobre surdocegueira

As pessoas portadoras de deficiência múltipla são aquelas afetadas em duas ou mais áreas, caracterizando uma associação entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Um exemplo seriam as pessoas que têm deficiência mental e física. A múltipla deficiência é uma situação grave e, felizmente, sua presença na população geral é menor, em termos numéricos. Talvez os Telecentros raramente (ou nunca) recebam pessoas com múltipla deficiência, mas consideramos importante trazer informações sobre esta possibilidade.

Tradicionalmente, os profissionais especializados e os familiares de pessoas com múltipla deficiência focalizavam sua atenção no que estas pessoas não podiam fazer, em suas desvantagens e dificuldades. Atualmente temos uma postura diferente: preocupamo-nos em descobrir quais são as possibilidades que a criança apresenta e quais são as suas necessidades, em vez de destacar suas dificuldades. Assim, temos descoberto formas e métodos para atendê-la.

É importante que a família seja orientada a manter um contato com essa criança por meio dos sentidos que não foram lesados, para estimular o resíduo auditivo e, principalmente, o resíduo visual, se houver. Por exemplo: a família do bebê surdocego deve passar informações a ele por meio de toques afetivos; ele deve sentir que é amado e perceber a presença do adulto através de brincadeiras.

As instituições que recebem os casos de múltipla deficiência costumam atender principalmente casos de surdocegueira, que combinam as deficiências auditiva e visual. A pessoa que tem surdocegueira não pode ser comparada com um surdo nem com um cego, pois a pessoa com cegueira e a pessoa surda utilizam seus sentidos de forma complementar: a pessoa com deficiência visual trabalha mais sua audição e a pessoa surda conta mais com sua visão, No caso da surdocegueira, esta complementação não acontece - é uma outra deficiência. É por esta razão que escrevemos esta deficiência com uma só palavra, "surdocegueira".

O grupo mais numeroso de surdocegos é composto por pessoas com 65 anos ou ainda mais idosas, que adquiriram a deficiência sensorial tardiamente. As causas da surdocegueira podem ser:


•acidentes graves;


•síndrome de Usher (as manifestações clínicas desta síndrome de origem genética incluem a surdez, que se manifesta logo no início da vida e a perda visual que ocorre, geralmente, mais tarde);


•surdocegueira congênita, resultante de doenças como a rubéola ou de nascimentos prematuros.

É difícil imaginar como uma pessoa surdocega se comunica, mas isso é possível. Os surdocegos possuem diversas formas para se comunicar com as outras pessoas.

A LIBRAS, Língua Brasileira de Sinais, desenvolvida para a educação dos surdos, pode ser adaptada aos surdocegos, utilizando-se o tato. Colocando a mão sobre a boca e o pescoço de um intérprete, a pessoa com surdocegueira pode sentir a vibração de sua voz e entender o que está sendo dito. Esse método de comunicação é chamado de Tadoma.

Também é possível para o surdocego escrever na mão de seu intérprete, utilizando o alfabeto manual dos surdos, soletrando as palavras ou ele pode redigir suas mensagens em sistema braile, que é um alfabeto composto por pontos em relevo criado para a comunicação dos portadores de deficiência visual.

Existe ainda o alfabeto moon, que substitui as letras por desenhos em relevo e o sistema pictográfico, que usa símbolos e figuras para designar os objetos e ações.

Há casos de crianças surdocegas brasileiras que desenvolvem condições de serem educadas com os surdos, comunicando-se em LIBRAS e usando o braile para o conhecimento da leitura e escrita. Mas, para que isso aconteça é necessário que a intervenção seja precoce, ou seja, quando a criança for bem pequena. Cada surdocego adulto tem o direito de decidir qual vai ser sua forma de comunicação, para que participe das atividades em casa, no trabalho e no lazer.

Carlos Roberto, surdocego que mora no Estado de São Paulo, Brasil, diz: "...descobri outro sentido, com o tato consigo ver o mundo". Ele se desenvolveu tão bem comunicando-se em LIBRAS que está sempre rodeado de amigos, conversando e contando piadas e está aprendendo atualmente o braile.

Orientações para a convivência com os surdocegos

Conheça as melhores formas de se comunicar

•Ao aproximar-se de um surdocego, deixe que ele perceba sua presença com um toque. Combine um sinal para que ele o identifique da próxima vez que se encontrarem;


•Aprenda e use o método de comunicação que ele souber, mesmo que seja elementar, bem simples;


•Tenha a certeza de que o surdocego o está percebendo quando tentar se comunicar. Lembre-se que você não pode se comunicar à distância;


•Encoraje-o a usar a fala se ele conseguir, mesmo que ele saiba apenas algumas palavras;


•Se outras pessoas estiverem presentes, avise-o quando for o momento apropriado para ele falar;


•Avise-o sempre do que o rodeia;


•Informe-o quando sair, mesmo que seja por pouco tempo;


•Assegure-se que ele está confortável e em segurança. Se ele precisar de algo para se apoiar durante a sua ausência, coloque a mão dele no que servirá de apoio. Nunca o deixe sozinho num ambiente que não lhe seja familiar;


•Mantenha-se próximo dele para que ele perceba a sua presença;


•Ao andar deixe-o apoiar-se no seu braço, nunca o empurre ou puxe-o pelo braço;


•Utilize sinais simples para o avisar da presença de escadas, uma porta ou um carro;


•Um surdocego que esteja apoiado no seu braço perceberá qualquer mudança no seu andar;


•Escreva devagar na palma da mão do surdocego, utilizando as letras de forma do alfabeto manual.

Fonte: tele-centros.org

sábado, 24 de julho de 2010

Famílias (de pessoas com deficiências intelectuais) têm dificuldades em aderir programa contra obesidade

Publicado por Júlio Bernardes em 22 de julho de 2010 - 19:05 - Categoria: Saúde

As questões socioeconômicas e de dinâmica familiar são as maiores dificuldades apontadas por familiares de crianças e adolescentes com deficiência intelectual para a orientação e prevenção das consequências da obesidade. É o que revela uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP que defende a criação de políticas públicas e maiores opções de atendimento para essa população, especialmente junto às famílias de baixa renda.

A fisioterapeuta Cláudia Queiroz, autora da pesquisa, atua em um programa para orientar e prevenir sobre complicações da obesidade oferecido por uma instituição para portadores de deficiência intelectual na Zona Norte de São Paulo. Lá, a pesquisadora analisou as principais dificuladades relatadas pelas famílias participantes. Cláudia conta que a equipe é composta por uma psicóloga, uma neuropediatra e uma fisioterapeuta. “Em média, são atendidos de 45 a 50 crianças e adolescentes obesos por mês, e seus familiares, em reuniões mensais de orientação ou, em casos mais críticos, com atendimento quinzenal.”

Além da dificuldade financeira para adquirir alimentos considerados saudáveis e para matriculá-los em uma academia, os familiares citam a falta de tempo para acompanhar seus filhos nas atividades físicas e a falta de preparo dos profissionais atuantes nestes estabelecimentos. “A obesidade tem crescido entre crianças e adolescentes como um todo e, no caso dos jovens com deficiência intelectual, existem ainda outros agravantes como possíveis distúrbios hormonais, alterações cardio respiratórias e pouca atividade física, que favorecem a uma vida sedentária e, consequentemente, a ocorrência da obesidade”, explica a fisioterapeuta.

As principais orientações fornecidas pelo serviço estão relacionadas com alimentação mais saudável e atividade física regular. “Na pesquisa, verificou-se que a alimentação dos pacientes é inadequada”, aponta. “Muitas famílias tem poder aquisitivo prejudicado e não apresentam condições para adquirirem alimentos necessários a manter uma dieta saudável, como carnes, magras, peixes, verduras e frutas.

Disponibilidade
A maioria das crianças e adolescentes consomem preferencialmente, alimentos mais calóricos, como os carboidratos, por estarem presentes em alimentos de custo mais acessível, como pães, macarrão, arroz e batata. “Alguns participantes ficam na instituição o dia todo, e fazem refeições ali, mas as opções de alimentos nem sempre são adequadas porque o fornecimento depende de doações, que não tem um fluxo regular”, ressalta Cláudia. Outro aspecto importante citado na pesquisa é referente a falta de independência e autonomia dos jovens, o que torna indispensável a participação das famílias nas atividades e orientações realizadas pela equipe do programa.

A maioria dos pais envolvidos no programa se queixam da dificuldade de participar das reuniões de orientação durante a semana. “Em muitos casos, as mães são o único adulto da família, e precisam trabalhar para sustentar seus filhos”, conta a fisioterapeuta. Também são mencionadas dificuldades para acompanhar os filhos na atividade física com a frequência recomendada, que é de pelo menos três a quatro vezes por semana.

“Há dificuldade de acesso a academias, seja pela não existência de opções próximas a residência, falta de dinheiro para mensalidades ou de atendimento especializado para portadores de deficiência intelectual”, observa Cláudia.“Uma opção poderiam ser as caminhadas, mas nesse caso existe o problema da falta de tempo dos pais para acompanhar os filhos, que apesar de serem adolescentes, necessitam de companhia.” A instituição oferece aulas de educação física e oficina de dança, mas não são suficientes para atender as necessidades do programa.

De acordo com Cláudia, as dificuldades levantadas na pesquisa servirão de base para estudar formas de aprimorar a atuação do programa. “Embora a instituição dependa de doações para se manter, há necessidade de se ampliar o tempo das ações, o número de profissionais atuantes no programa e uma maior divulgação do serviço”, afirma. “Também é preciso implantar políticas públicas para prevenir a obesidade em jovens com deficiência intelectual, pois existem poucas opções específicas de atendimento”.

Mais informações: claudiaqueiroz@usp.br FONTE: http://www.usp.br/agen/?p=28853

ADEF UBERLÂNDIA

  ELEIÇÃO DIA 13 DE NOVEMBRO DE 2021 DAS 13 ÁS 15.30 HORAS       ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO NA ADEF UBERLÂNDIA FAÇA NOS UM...