quinta-feira, 3 de abril de 2008

Informativo Adefolha numero - 12 - Abril de 2008



Alfabeto Braille

Punção para escrever





EDITORIAL

Oferecemos gratuitamente aos portadores de deficiência, os seguintes encaminhamentos e atendimentos:
• Avaliação e Cadastro.
• Transporte coletivo para o associado e acompanhante se necessário.
• Transporte Interestadual para pessoa que porta deficiência
• Oftalmologia / Ortopedia / Massoterapia / Psicologia.
• Cursos variados.
• Consulta Jurídica
• Palestra e Entretenimento.
• Doação: Kit básico de alimento, Roupa Calçado (usados). Obedecendo ao critério de demanda e avaliação.
• Inserção ao mercado de Trabalho.
• Encaminhamento para outras Instituições.

Dúvida, sugestão ou elogio: DE SEGUNDA À SEXTA DAS 13:30 AS 16:00. H. Rua: João Pereira da Silva 617 (antiga 9) Bairro: Santa Mônica - Fone: (34) 3210-0354 - nos dias e horários de atendimento. Blog:http://adefuberlandia.blogspot.com
E-mail: adefuberlandia@yahoo.com.br

Confira a PROGRAMAÇÃO ABAIXO:

OFICINAS Gratuitas


• VIOLÃO - BÁSICO
• PINTURA EM TELA
• CROCHÊ-BÁSICO & APERFEIÇOAMENTO
• BORDADO EM PEDRARIA
PÚBLICO ALVO: Associado, Familiar e Comunidade. InFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES DE SEGUNDA A SEXTA DAS 13:30 ÀS 16:00. LOCAL: ADEF.

CANTINHO DO LEITOR

O trabalho criado e desenvolvido em bases sólidas é capaz de transpor barreiras e realizar sonhos...
Márcia Tânia Silveira.


Surgimento do braile
Nasceu na pequena cidade francesa, Coupvray, a 45 quilômetros de Paris, em 4 de janeiro de 1809, o caçula da família Braille, Louis. Logo após seus primeiros passos, Louis passou a brincar na oficina de seu pai, um respeitado seleiro da região, com pequenos retalhos de couro e ferramentas. Quando tentou cortar um couro - como costumava fazer seu pai - um instrumento atingiu seu olho, causando uma grave hemorragia. Alguns meses mais tarde, a infecção atingiu o outro olho e deixou Loius, com apenas 5 anos, totalmente cego.
Sua vivacidade e inteligência, porém, o fizeram ser aceito no Instituto Real para Jovens Cegos de Paris. Na época, o método de ensino consistia em fazer os alunos repetirem as explicações e textos ouvidos. Apesar de conceituada, as instalações da escola eram úmidas e frias; a disciplina, extremamente rígida, com punições físicas e isolamento a pão e água. Dessa forma, Louis se dedicou profundamente aos estudos, até se tornar um dos alunos de maior destaque.
Até que o capitão do exército francês, Charles Barbier de la Serre, ofereceu o sistema criado por ele para ser aplicado no aprendizados dos alunos cegos: para que seus soldados pudessem ler no escuro, havia inventado códigos de sinais em relevo que, combinados, permitiam a transmissão das ordens militares, as quais podiam ser decifradas pelo tato. Louis Braille rapidamente aprendeu a usar o método, apesar da dificuldade de implementá-lo para pessoas cegas. Ao adquirir cada vez mais experiência, Braille descobriu problemas naquele tipo de leitura e começou a pensar em modificações. Mas como Barbier recusou-se a adaptar seu sistema, o garoto decidiu desenvolver um novo. Aos 16 anos, então, apresentou o método em relevo, usando seis pontos para escrever cada letra, tal como é usado ainda hoje. Por meio dele, obteve 63 combinações, que representavam todas as letras do alfabeto, acentuação, pontuação e sinais matemáticos, de física, de química e musicográficos.
Apesar dos esforços de Louis Braille para aperfeiçoar e desenvolver seu sistema, o método oficial continuou sendo os códigos do capitão Barbier por muito tempo. Muitos conservadores relutaram em mudar velhos hábitos. Embora apresentasse incontáveis vantagens, o sistema braile levou muitos anos para ser totalmente aceito. E seu criador não teve o gosto de assistir, em 1854, à aprovação oficial do uso de seu sistema no ensino para cegos na França. Faleceu aos 43 anos, vítima de tuberculose.
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Dorina Nowill não se intimidou com sua cegueira e criou uma fundação que é referência no Brasil

Ciça Vallerio

Neste mês, começa a contagem regressiva para a celebração mundial do bicentenário de nascimento de Louis Braille, o criador do sistema de escrita e leitura em relevo, que possibilitou às pessoas cegas o acesso ao conhecimento. No Brasil, uma das representantes de destaque da comissão nacional é Dorina Nowill - eleita no ano passado, pela revista Forbes, uma das cinco mulheres mais influentes do País, e que terá este ano uma série de atividades em sua homenagem. E olha que ela vai fazer 89 anos em maio!

Não é à toa que Dorina é uma referência quando se fala em deficiência visual. Tudo começou quando, aos 17 anos, ficou cega por causa de uma patologia ocular. O problema não limitou sua vida, mas a impulsionou ainda mais. Mesmo não enxergando mais, continuou com seus estudos. Foi a primeira aluna cega a se matricular em uma escola comum, em São Paulo, e estudar com colegas de visão normal. Era a Escola Caetano de Campos, de onde saiu formada em Magistério. Quer dizer, nem saiu de lá. Na seqüência, engatou, junto com outros formandos, o projeto de implantação do primeiro curso de especialização de professores para ensino de cegos. E conseguiu.

Na época, meados dos anos 40, havia pouquíssimos livros em braile no País, menos ainda em português. Descontente com essa realidade, criou, em 1946, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, reunindo alguns voluntários. Anos depois, a organização passou a ser chamada - merecidamente - Fundação Dorina Nowill para Cegos, como é conhecida até hoje. Durante a entrevista concedida ao Feminino, em sua sala, regada a café e biscoitinhos de polvilho, Dorina lembra como eram rudimentares os métodos para marcar cada letra pontilhada. “Sem máquinas, transcrevíamos livros para o braile à mão. Uma loucura! Por isso que batalhei tanto para instalar uma imprensa braile em São Paulo.”

Como, para ela, obstáculos parecem não existir, a Fundação conta com uma bem montada imprensa braile, cujo maquinário foi sendo atualizado ao longo de seus 56 anos de existência. Hoje é a maior do Brasil. Já foram produzidos mais de mil títulos, totalizando 100 mil volumes, entre livros didáticos, de literatura, partituras musicais, best-sellers e outros materiais de prestação de serviço, que são distribuídos gratuitamente para deficientes visuais e outras organizações.

Batalha

Até tornar-se especialista em braile e tudo o que se relaciona à deficiência visual, Dorina suou a camisa - e muito. Obstinada, e recém-formada, conseguiu uma bolsa de estudos nos Estados Unidos, no curso de especialização para deficientes visuais da Universidade de Columbia. Foi quando estagiou nas principais organizações de serviços para cegos.

“Era constantemente chamada para falar do Brasil diante dos alunos que chegavam de outros países”, lembra Dorina, que, atualmente, ocupa o cargo de presidente emérita e vitalícia da Fundação. “Para rebater alguns colegas americanos que sempre colocavam os Estados Unidos como os melhores em tudo, fiz uma lista com tudo o que nós brasileiros tínhamos de maior. Numa dessas apresentações, mostrei que Billy the Kid (considerado o fora-da-lei que mais cometera assassinatos na época) não se comparava a Lampião e Maria Bonita.”

Retornando ao Brasil, seus projetos ganharam mais força. As atividades da Fundação foram ampliadas, passo a passo. Além da imprensa braile, surgiram programas gratuitos de atendimento especializado ao deficiente visual, que oferecem ainda hoje avaliação e diagnóstico ocular, educação especial, reabilitação, orientação e até colocação profissional no mercado de trabalho. Especialistas em mobilidade ensinam cegos a se locomover pela cidade, garantindo maior independência.

O professor de música com baixa visão, Zoilo Lara de Toledo, por exemplo, transcreve partituras para sinais em braile, para que cegos possam aprender a tocar. Mas existem muitos outros serviços. Só em 2006, foram atendidas mais de 17 mil pessoas. Acompanhando as transformações dos tempos, criou-se a Biblioteca Circulante do Livro Falado e Digital. Voluntários já gravaram mais de 500 títulos, entre livros e revistas, nos formatos K7, CD, MP3 e digital. Todo material é de uso gratuito.

Há quem diga que não existe um cego alfabetizado no Brasil que não tenha, ao menos, aprendido com um livro da Fundação. Para alcançar esse patamar, na vida e na profissão, Dorina explica que sempre se inspirou em uma frase, a qual costuma repetir sempre: se você quiser realizar algo, tem de fazê-lo onde você está e com o que tem no momento. “Desde o começo, eu e aqueles que também se envolveram nesse projeto usamos tudo o que havia no momento”, conta. “Se tivesse sido obrigada a ir a Brasília para pedir um dinheirinho e comprar um terreninho e blábláblá, não teríamos conseguido nada.”

Vida Pessoal

Além de se dedicar de corpo e alma aos projetos, Dorina deu conta também da família - que não era nada pequena. Casada há 57 anos com Edward Hubert Alexander Nowill, é mãe de cinco filhos, já adultos, e avó de 12 netos. Nem o corre-corre profissional a impediu de estar presente na educação da prole e em afazeres domésticos. Só para se ter uma idéia, ela sabe tudo o que tem na sua casa, desde o número de toalhas e louças até onde está cada objeto. Para isso, conta tudinho, seus vestidos, sapatos, bolsas e jóias - estes dois últimos itens são a sua perdição, o que revela seu lado assumidamente vaidoso.

- Sempre gostei de me arrumar. Dizem que combino até as pulseiras. Aprendi na marra as combinações que posso fazer com o que tenho no guarda-roupa. Não ligo para grifes. Compro minha roupa em uma confecção cuja dona é estilista e se tornou amiga. Ela me orienta, mostra o que está na moda e o que fica bem em mim. Mas sempre dou a palavra final. Nunca compro uma peça só por escutar que ficou boa, que é bonita. Preciso de outras opções para eu mesma escolher. Sei que hoje está na moda o roxo. Uma vez mandei fazer um vestido azul turquesa e sabia que tinha um par de sapatos nesse tom para combinar, o qual tinha usado no casamento de um dos meus filhos há anos. Pedi para a minha empregada procurar e, dito e feito, lá estavam eles.

Dorina se cerca de pessoas nas quais confia, quando o assunto é beleza. Vai à cabeleireira do bairro “quase sempre”, como conta. Apesar de não saber a cor de seu cabelo, não descuida da tintura. Quando surgem novidades na butique da sua amiga, é avisada. Sua outra perdição, confessa, é a boa mesa. Gosta de comer bem. Ensina receitas à cozinheira, incluindo pratos internacionais. Assume-se como exigente, tanto na qualidade dos preparos como na higiene da cozinha.

Agora, esta senhora de energia excepcional está mesmo é empolgada com as comemorações que vão ocorrer ao longo do ano. Por isso, demonstra mais entusiasmo em contar a vida de Louis Braille do que a sua própria. Uma vida que inspira tanto quanto a dela (saiba mais no texto ao lado). Razão pela qual ambos estão intrinsecamente ligados.

Mais uma vez, Dorina vai se empenhar para que as homenagens realizadas no Brasil tenham o mesmo brilho das que vão acontecer no resto do mundo, especialmente na França, terra natal desse personagem que deu aos cegos infinitas possibilidades de aprendizado.

E se alguém acredita que é “feio” usar a palavra cego para designar alguém que não pode enxergar está enganado. “Dizem que nós não gostamos de sermos chamados de cegos, besteira”, avisa Dorina. “O que existe é a dificuldade de aceitar nossas limitações, não a palavra. Tem gente que usa ‘deficiente visual’, achando que é mais politicamente correto. Na verdade, essa expressão é usada porque a cegueira tem vários graus, do leve ao total. No meu caso, sou cega mesmo!” (risos)

Surgimento do braile

Nasceu na pequena cidade francesa, Coupvray, a 45 quilômetros de Paris, em 4 de janeiro de 1809, o caçula da família Braille, Louis. Logo após seus primeiros passos, Louis passou a brincar na oficina de seu pai, um respeitado seleiro da região, com pequenos retalhos de couro e ferramentas. Quando tentou cortar um couro - como costumava fazer seu pai - um instrumento atingiu seu olho, causando uma grave hemorragia. Alguns meses mais tarde, a infecção atingiu o outro olho e deixou Loius, com apenas 5 anos, totalmente cego.

Sua vivacidade e inteligência, porém, o fizeram ser aceito no Instituto Real para Jovens Cegos de Paris. Na época, o método de ensino consistia em fazer os alunos repetirem as explicações e textos ouvidos. Apesar de conceituada, as instalações da escola eram úmidas e frias; a disciplina, extremamente rígida, com punições físicas e isolamento a pão e água. Dessa forma, Louis se dedicou profundamente aos estudos, até se tornar um dos alunos de maior destaque.

Até que o capitão do exército francês, Charles Barbier de la Serre, ofereceu o sistema criado por ele para ser aplicado no aprendizados dos alunos cegos: para que seus soldados pudessem ler no escuro, havia inventado códigos de sinais em relevo que, combinados, permitiam a transmissão das ordens militares, as quais podiam ser decifradas pelo tato. Louis Braille rapidamente aprendeu a usar o método, apesar da dificuldade de implementá-lo para pessoas cegas. Ao adquirir cada vez mais experiência, Braille descobriu problemas naquele tipo de leitura e começou a pensar em modificações. Mas como Barbier recusou-se a adaptar seu sistema, o garoto decidiu desenvolver um novo. Aos 16 anos, então, apresentou o método em relevo, usando seis pontos para escrever cada letra, tal como é usado ainda hoje. Por meio dele, obteve 63 combinações, que representavam todas as letras do alfabeto, acentuação, pontuação e sinais matemáticos, de física, de química e musicográficos.

Apesar dos esforços de Louis Braille para aperfeiçoar e desenvolver seu sistema, o método oficial continuou sendo os códigos do capitão Barbier por muito tempo. Muitos conservadores relutaram em mudar velhos hábitos. Embora apresentasse incontáveis vantagens, o sistema braile levou muitos anos para ser totalmente aceito. E seu criador não teve o gosto de assistir, em 1854, à aprovação oficial do uso de seu sistema no ensino para cegos na França. Faleceu aos 43 anos, vítima de tuberculose.

Fonte: Rede Saci

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Fazendo Gênero 2008 recebe trabalhos técnicos

01 de Abril de 2008

Até o dia 5 de maio, interessados/as podem inscrever resumos para o simpósio temático "O aborto legal e seguro é possível em um país religioso?", que compõe a programação do evento Fazendo Gênero 2008, que será realizado em Florianópolis (SC), de 25 a 28 de agosto. A intenção do simpósio temático é reunir análises que permitam refletir sobre a relação entre os campos da política e da religião, principalmente no que se refere à promoção de legislações favoráveis à maternidade voluntária. A idéia é agregar trabalhos que demonstrem como a religião pode dialogar de forma menos moralista e mais inclusiva com as reais necessidades vividas pelas mulheres, em suas práticas de saúde e sexualidade, especialmente com relação ao aborto.

O simpósio espera receber pesquisas que revelem: fundamentalismos religiosos e a culpabilização das mulheres quanto ao aborto; a realização do aborto (legal ou ilegal) em contextos especialmente religiosos; as posições, progressistas ou não, de diferentes igrejas e religiões não hegemônicas quanto à prática, legalização e implementação do aborto, considerando seus fiéis e lideranças; os processos de legalização e/ou descriminalização do aborto em contextos de não laicidade; negociações e conflitos com autoridades religiosas em espaços públicos e laicos (e.g., Parlamento, escolas, hospitais, delegacias etc.) sobre leis e prática do aborto; e os papéis que ONGs, mídia, academia e outros movimentos sociais, além dos feministas, direitos humanos, por exemplo, podem desempenhar na ampliação da discussão pública sobre o aborto em um Estado efetivamente laico. Mais informações podem ser encontradas em www.fazendogenero7.ufsc.br.

Fonte: Rits - rede de informações para o terceiro setor

segunda-feira, 31 de março de 2008

Momento de Reflexão!

“Temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza;temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza.”

Boaventura Souza Santos

sábado, 22 de março de 2008

Mulheres com deficiência se organizam em grupo para lutar por seus direitos



NOTÍCIAS
CONADE

Reunidas na II Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, que aconteceu este mês em Brasília, 19 delegadas com deficiência criaram um grupo para reivindicar seus direitos e políticas públicas que as contemplem. O Coletivo Nacional de Mulheres com Deficiência inicialmente vai funcionar como uma lista de discussão na internet, mas já apresentou a primeira moção na Conferência: um assento destinado às mulheres com deficiência no Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres (CNDM). As mulheres também solicitaram que o CNDM encaminhe uma recomendação para que os conselhos estaduais e municipais façam o mesmo.

Vindas de todas as regiões do Brasil, as delegadas, com diferentes tipos de deficiência, mais do que dobraram a participação em relação à I Conferência há dois anos, que contou apenas com 9 representantes do segmento. Apesar de ainda representarem um número pequeno – menos de 1% das 2800 participantes no evento, elas se comprometeram a se empenhar para ocupar mais espaços. A discussão central da Conferência foi sobre a participação das mulheres na política e nas estruturas de poder.


Sobre a acessibilidade na Conferência, as delegadas reconheceram que foi feito um esforço da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, da Presidência da República, responsável pela organização para recebê-las. Intérpretes de Libras acompanharam as delegadas surdas e o local do encontro – o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, tinha rampas e banheiros adaptados. As delegadas notaram, no entanto, que apenas o material inicial foi distribuído em formato acessível, o que não aconteceu com panfletos e outras publicações distribuídas durante a Conferência.


Quitéria, que tem deficiência mental, veio como representante da Associação de Empregadas Domésticas de Sergipe defender o direito do acesso das domésticas à Previdência Social em igualdade de condições com os demais trabalhadores.


Luiza Câmera, da Bahia, usuária de cadeira de rodas, reclamou do comportamento de várias delegadas durante a Conferência, que tendem a infantilizar as mulheres com deficiência: “Elas falam comigo no diminutivo- tá com friozinho, já comeu o lanchinho... Eu exijo respeito !”, reclamou. Autora de dois livros, membro do Conselho Estadual de Saúde da Bahia, e Presidente da ABADEF, Associação Baiana de Deficientes Físicos, Luiza defendeu na Conferência que o recorte de deficiência fosse contemplado em todos os pontos do Programa Nacional para Mulheres, discutido durante o encontro.


As delegadas trocaram contatos e formaram o fórum de discussão Coletivo Nacional de Mulheres com Deficiência, para organizar melhor sua participação nas próximas conferências e nos conselhos. Também propuseram à Secretaria de Políticas das Mulheres com Deficiência que realize o I Seminário de Mulheres com Deficiência.


Para entrar para o Coletivo Nacional de Mulheres com Deficiência, basta acessar o link abaixo e clicar em Entrar nesse grupo:

http://br.groups.yahoo.com/group/coletivonacionalmulherescomdeficiencia/

Ou escrever uma mensagem para:

coletivonacionalmulherescomdeficiencia-subscribe@yahoogrupos.com.br

Garantir a inclusão das pessoas com deficiência



O Programa de Inclusão Social das Pessoas com Deficiência tem o objetivo de garantir a plena inclusão das pessoas com deficiência no processo de desenvolvimento do País. Para isso, a iniciativa busca eliminar a discriminação e garantir o acesso aos bens e serviços na comunidade, promovendo e defendendo seus direitos e cidadania. A medida atenderá 14,5% (24,6 milhões) da população que apresenta algum tipo de deficiência e com perfil de pobreza.

Para isso, serão investidos R$ 2,4 bilhões até 2010 na ampliação dos programas em educação, saúde, habitação, transporte acessível e na acessibilidade das pessoas com deficiência, priorizando as que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), as que estão no Programa Bolsa Família, os alunos da educação básica e as que apresentam deficiências decorrentes da hanseníase e os idosos. Os recursos são do Orçamento Geral da União (OGU), de R$ 1,9 bi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH), dos ministérios da Saúde, das Cidades, do Trabalho e Emprego e da Educação, além de R$ 473,5 milhões de financiamentos do FGTS.

As principais ações são:

Sistema Único de Saúde (SUS) - ampliação para a cobertura de atendimento para suprir a demanda reprimida de mais de um milhão de pessoas em suas necessidades de órteses e prótese até 2010.

Habitação de interesse social acessível - garantir que as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida tenham acesso à habitação de interesse social, obedecidas as normas técnicas de acessibilidade na aprovação dos projetos.

Infra-estrutura de transportes acessíveis - estão previstos investimentos para a adaptação de 150 terminais de integração de transportes urbanos, 101 estações metroviárias, entre outras reformas em cidades com mais de 60 mil habitantes. Além disso, veículos da frota em circulação serão substituídos por ônibus acessíveis em um prazo menor que o previsto nos contratos de concessão. A meta é que 33.250 ônibus urbanos estejam acessíveis até 2010.

Escola acessível - dispõe de estrutura arquitetônica e sinalização que correspondem aos critérios de acessibilidade para receber alunos com deficiência, tem sala de recursos com equipamentos e material didático que permitam o acesso à aprendizagem, à informação e à comunicação por todos, bem como corpo docente e funcionários capacitados para prestar atendimento de acordo com as necessidades específicas de todos os alunos.

Inserção no mercado de trabalho - qualificação profissional das pessoas com deficiência, com ênfase no contrato de aprendizagem e maior capacitação de gestores da educação e professores, pretende-se atingir a meta de ocupação de, no mínimo, 30% do total dos postos de trabalho reservados às pessoas com deficiência. Outra medida importante é a ampliação da reserva de cargos nos concursos da administração pública direta e indireta das três esferas de governo.

Campanhas educativas - realizar a veiculação intensiva de campanhas educativas acessíveis, em rádio e televisão, em âmbito nacional, bem como por meios de outras formas de comunicação, enfocando as questões que contribuam para inclusão ativa da pessoa com deficiência em suas comunidades e no processo de desenvolvimento do País.

Mais informações:

www.sedh.gov.br

ADEF UBERLÂNDIA

  ELEIÇÃO DIA 13 DE NOVEMBRO DE 2021 DAS 13 ÁS 15.30 HORAS       ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO NA ADEF UBERLÂNDIA FAÇA NOS UM...