sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Jornal Adefolha Janeiro 2008 - 10




EDITORIAL
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Estamos Iniciando o ano de 2008 com a satisfação de podermos continuar contando com vocês: Associados, Parceiros, Voluntários e amigos da Adef, para continuarmos este trabalho tão significativo dentro do seguimento! Obrigada aos que contribuíram direto ou indiretamente para este sucesso.
O trabalho criado e desenvolvido em bases sólidas é capaz de transpor barreiras e realizar sonhos...
Márcia Tânia Silveira.

Oferecemos gratuitamente aos portadores de deficiência, os seguintes encaminhamentos e atendimentos:

• Avaliação e Cadastro.
• Transporte coletivo para o associado e acompanhante se necessário.
• Transporte Interestadual para pessoa que
• Oftalmologia / Fisiatria / Ortopedia / Traumatologia / Fisioterapia / Psicologia.
• Atividade física / Cursos variados.
• Consulta Jurídica / Biblioteca Comunitária.
• Palestras e Entretenimento.
• Doação: Kit básico de alimento, Roupa Calçado (usados). Obedecendo a critério de demanda e avaliação.
• Capacitação e Inserção ao mercado de Trabalho.
• Encaminhamento para outras Instituições.

Dúvida, reclamação, sugestão ou elogio:
DE SEGUNDA À SEXTA DAS 13:00 AS 16:00. H
Rua: João Pereira da Silva 617 (antiga 9) Bairro: Santa Mônica - Fone: (34) 3210-0354 - nos dias e horários de atendimento.
E-mail: adefuberlandia@yahoo.com.br
Blog: http://adefuberlandia.blogspot.com



Mais uma Conquista em seu benefício:
Você pediu e a Adef atendeu!
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De acordo com a reforma do Estatuto Social e Regimento Interno aprovado em Assembléia Geral, estamos admitindo como pessoa apta a associar-se a Adef, todo e qualquer indivíduo que seja portador de deficiência: Física, Auditiva e Visual, que se enquadra nos critérios do “Decreto de número: 3.298 de 20 de Dezembro de 1.999. Art. 4º, incisos l, l l e l l l.” Segue abaixo as categorias correspondentes:
É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:

I - deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções.

II - deficiência auditiva – perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:
a) de 25 a 40 decibéis (db) – surdez leve;
b) de 41 a 55 db – surdez moderada;
c) de 56 a 70 db – surdez acentuada;
d) de 71 a 90 db – surdez severa;
e) acima de 91 db – surdez profunda; e
f) anacusia.

III - deficiência visual – acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º (tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas as situações.

CANTINHO DO LEITOR
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ENVIE-NOS SEU POEMA, MATÉRIA, TEXTO OU SUGESTÃO PARA O CANTINHO DO LEITOR.

A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos.
Einstein
Um convite para jantar
Texto inspirado por uma metáfora de Jo McGowan Chopra
Fábio Adiron
Volte um pouco no tempo, uns vinte anos, por exemplo. Se você fosse receber amigos para jantar e eles lhe dissessem que eram vegetarianos você ia ficar sem saber o que fazer para eles comerem. Se você fosse o vegetariano, provavelmente seria considerado um chato e acabaria recebendo poucos convites para jantar. Num país de cultura carnívora como o nosso você estaria excluído.
O que isso tem a ver com as pessoas com deficiência ? Quando falamos que a inclusão de pessoas com deficiência representa um progresso para todos, que é uma prova de desenvolvimento assim como ter água potável nas casa ou um bom sistema de saúde, mudamos as referências para esse debate.
Apelar para o senso de ética ou de bondade é um erro. Seria ótimo se isso levasse as crianças para dentro da escola, ou os adultos para trabalhos decentes. Seria bom se os prédios, livros e sites fossem acessíveis, porque isso é a coisa certa a se fazer, mas não está acontecendo. Então o negócio é apelar para os próprios interesses das pessoas sem deficiência
Nos últimos anos entramos em contato com as mais variadas culinárias, mesmo em cidades menores encontramos restaurantes japoneses, chineses, vegetarianos. E não é porque ganhamos imigrantes desses países ou porque eles têm direito a sua própria dieta, mas porque as outras pessoas descobriram que a comida é saborosa e vale a pena comprar.
Nós também precisamos promover a inclusão dessa forma : de uma maneira que as pessoas a queiram. Por que aquele executivo malhado vai se preocupar com rampas ou elevadores? Ele ama escadas, adora fazer um "step", o que ele ganha com rampas e elevadores ? Mas um dia ele chega cheio de pastas, carregando o notebook, cópias de uma apresentação... E eis o elevador. De noite se quiser passear no shopping com o filho pequeno, usa o carrinho e sobe a rampa. Ah, e ele tem pais, avós idosos e um dia será um deles.
Por que pais com filhos ditos "normais" vão se preocupar se a escola aceita ou não crianças com deficiência ? Bem, pelo menos pelo fato de que os seus próprios filhos terão uma educação melhor. Um professor que é capaz de ensinar uma pessoa com algum tipo de dificuldade certamente é um professor mais criativo e melhor qualificado em estratégias pedagógicas.
Por que um cidadão saudável, produtivo e com um bom emprego vai se preocupar com a contratação de pessoas com deficiência? Pessoas desempregadas, com ou sem deficiência, são um dreno na economia do país, as pessoas que têm emprego acabam pagando mais impostos para sustentar uma gama de benefícios para os que não têm emprego. Dinheiro que poderia ser investido em benefício de
todos e não só de alguns.
Isso assusta os empregadores? Não deveria se fala tanto em congressos de recursos humanos que horários flexíveis e trabalho em casa geram mais satisfação e consequentemente aumentam a produtividade...
A inclusão faz sentido em vários aspectos. Precisamos parar de apelar para a caridade das pessoas. Vamos reforçar e apelar para o egoísmo delas, e que elas possam aproveitar com gosto esses novos sabores. Rede Saci.

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