domingo, 1 de agosto de 2010

Deficiência visual

Causas mais freqüentes dessa deficiência e as limitações decorrentes

Pode ser considerada deficiente visual a pessoa que é privada da capacidade de ver, em parte ou totalmente. Segundo a American Foundation for the Blind (http://www.afb.org), é considerada cegueira a acuidade visual de 6/60 ou menos no melhor olho com correção apropriada, e uma restrição do campo visual menor que 20 graus, caracterizando a "visão de túnel" (a fração 6/60 significa que a pessoa precisa de uma distância de seis metros para ver o que normalmente veria a sessenta metros).

Uma pessoa com baixa visão é aquela que possui seu funcionamento visual comprometido, mesmo após tratamento e/ou correção de erros refracionais comuns com o uso de óculos. Ela tem acuidade visual inferior a 10 graus de seu ponto de fixação (20/200 a 20/70 pés no melhor olho após correção máxima) mas, apesar disso, utiliza ou é possivelmente capaz de utilizar a visão para o planejamento e a execução de uma tarefa, se aprender a utilizar este resíduo visual. Até alguns anos atrás, as pessoas com baixa visão eram consideradas cegas e tratadas como tal. Atualmente, os oftalmologistas sabem como ensinar as pessoas a utilizar adequadamente seu potencial, contribuindo para melhorar a sua qualidade de vida.

A perda da visão pode acontecer devido a ferimentos, traumatismos, perfurações ou vazamentos nos olhos. Durante a gestação, doenças como rubéola, toxoplasmose e sífilis, além do uso de substâncias tóxicas, podem causar esta deficiência na criança.

A perda da visão representa uma perda considerável para a pessoa e para os que estão ao seu redor. Porém, isso não significa que a vida acabou. Pessoas com deficiência visual podem ter uma vida feliz e produtiva, graças aos avanços da tecnologia e à crescente conscientização da sociedade.

Infecções em recém-nascidos também podem vir a provocar déficit visuais. Algumas doenças que costumam ocorrer em adultos, como glaucoma, diabetes, catarata, retinopatia e descolamento da retina, se não forem tratadas adequadamente, também propiciam a ocorrência da deficiência.

As causas mais freqüentes da deficiência visual são:


•Retinopatia da prematuridade - causada pela imaturidade da retina, em decorrência de parto prematuro ou de excesso de oxigênio na incubadora;


•Catarata congênita - em conseqüência de rubéola ou de outras infecções durante a gestação;


•Glaucoma - pode ser hereditário ou causado por infecções.

Orientações para a convivência com pessoas com deficiência visual
Como conduzir essas pessoas e se comunicar melhor com elas

•Não é necessário evitar termos como "ver" e "olhar". Mesmo sem ter fisicamente a capacidade de fazer isso, os deficientes visuais podem entender a expressão metaforicamente sem se sentirem ofendidos. Lembre-se que não é natural substituir o verbo "ver" por expressões como "toque", "apalpe", "ouça só !";


•Toque no braço da pessoa com deficiência visual antes de começar a falar para que ela entenda que você está falando com ela. Quando sair, avise para que ela não fique falando sozinha;


•Não se dirija ao portador de deficiência visual através de seu acompanhante, supondo que ele não pode compreendê-lo;


•Em um local estreito, onde só passa uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que ele possa continuar a seguir você;


•Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa tenha também uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal;


•Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga e nunca devem ser distraídos do seu trabalho;


•Não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades comunitárias. Deixe que elas decidam como podem ou se querem participar dos eventos;


•Não se deve modificar o posicionamento dos móveis sem avisar o portador de deficiência visual nem deixar no caminho algo que possa causar acidentes, como uma vassoura ou um balde;


•Se for servir algo para o portador de deficiência visual, dê o copo ou os salgadinhos diretamente em suas mãos, evitando assim que ele precise apalpar toda a bandeja. O copo não deve estar muito cheio de bebida para evitar acidentes;


•Não deixe as portas entreabertas no caminho da pessoa com deficiência visual, conserve-as encostadas à parede ou fechadas;


•É preciso tomar cuidado para não deixar objetos perigosos (como estiletes, tesouras e cinzeiros) sobre a mesa que está sendo utilizada pela pessoa com deficiência visual;


•Quando for caminhar com um deficiente visual, não o puxe pelo braço. A maioria deles prefere segurar o braço ou o ombro do guia. Pergunte qual é sua preferência;


•Quando for ultrapassar portas, coloque o deficiente visual do mesmo lado das dobradiças e abra a maçaneta com o mesmo braço no qual ele está segurando. É interessante passar na frente e depois trazer o portador de deficiência a seu lado. O mesmo procedimento deve ser usado no caso de elevadores;


•Para ajudar uma pessoa portadora de deficiência visual a sentar-se, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa se sente sozinha;


•Ao explicar as direções para uma pessoa com deficiência visual, seja o mais claro e especifico possível. De preferência, indique a distância em metros;


•Quando for subir uma escada, coloque as mãos do deficiente visual no corrimão e informe-o se os degraus estão no sentido ascendente ou descendente. É interessante, depois de percorrer o último degrau a um passo a frente do portador de deficiência, fazer uma pausa para assinalar o fim da escada;


•Quando for atravessar a rua e encontrar um portador de deficiência visual fazendo a mesma coisa, antes de agarrar-lhe o braço, pergunte se ele efetivamente precisa de ajuda. Se sim, procure atravessá-lo em linha reta, já que desse modo ele não ficará desorientado na outra calçada. Não grite de longe para alertá-lo sobre a presença de objetos, a não ser que esses não possam ser detectados pela bengala (como o caso de um toldo colocado a baixa altura, por exemplo).


Fonte: tele-centros.org

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