Dor lombar e ciática

Lumbago

O termo lumbago designa o aparecimento de uma dor aguda na região lombar. Embora existam inúmeras e distintas causas que proporcionem o aparecimento de dor nesta zona, o problema costuma ser originado por uma alteração osteomuscular, ou seja, ao nível dos músculos e dos ossos.

O lumbago é, na maioria dos casos, provocado pela irritação ou compressão dos nervos sensitivos provenientes da medula espinal, que se estendem à coluna vertebral naquela zona, pois é a que suporta maiores pressões, sobretudo na posição erecta, e a que é submetida, com maior frequência, a esforços exagerados.

Qualquer alteração nas articulações intervertebrais ou nos ligamentos e músculos da região pode provocar crises agudas de dor lombar. Esta dor é, em muitos casos, desencadeada pela realização de um movimento brusco, por exemplo, quando o indivíduo se inclina para a frente sem dobrar os joelhos, pois favorece a protrusão dos discos intervertebrais entre as vértebras lombares e a sua herniação, uma causa muito frequente de lumbago. A artrose, alguns desvios da coluna vertebral e determinadas malformações congénitas da zona favorecem o desenvolvimento do problema. Para além disso, os traumatismos directos, as infecções e os tumores desenvolvidos na região lombar podem, como é óbvio, provocar uma dor aguda, embora sejam motivos menos frequentes.

Evolução. A dor costuma manifestar-se após a realização de um esforço ou movimento brusco do tronco como, por exemplo, ao levantar um peso sem flectir as pernas ou ao efectuar uma torção. Na maioria dos casos, a dor aparece de forma súbita, imediatamente após a realização de um esforço, mas também se pode manifestar apenas ao fim de algumas horas. É uma dor intensa situada na região lombar, que por vezes se alastra para as regiões glútea e pélvica ou até para um membro, em caso de ciática (ver figura). Devido à grande intensidade da dor, a pessoa afectada praticamente não consegue movimentar -se, já que qualquer gesto aumenta a intensidade da dor até limites insuportáveis. Para além disso, os músculos dessa zona sofrem uma contractura, como reacção de defesa, de modo a impossibilitar os movimentos que aumentem a dor, o que faz com que o paciente tenha tendência para adquirir uma postura atípica, devido às dores que o afligem, pois costuma ficar bloqueado, por exemplo, com o tronco inclinado para a frente ou para um dos lados. A dor apenas diminui de intensidade quando permanece nessa posição de forma espontânea, pois a irritação dos nervos sensitivos responsáveis pelo ataque é menor.

Lombalgia crónica

A lombalgia crónica designa as dores na região lombar, com uma duração superior a seis meses. Por vezes, a dor surge após uma crise típica de lumbago, mas noutros casos também pode aparecer sem este antecedente. De facto, as causas de lombalgia crónica são semelhantes às que proporcionam o desenvolvimento dos ataques agudos, sendo em muitos casos inespecíficas, ou seja, não é possível determinar os motivos responsáveis. De qualquer forma, existem vários factores que favorecem o desenvolvimento da dor: por exemplo, debilidade da musculatura da zona, obesidade, posturas incorrectas, actividades que provoquem lesões ou microtraumatismos na zona. Embora a dor se manifeste principalmente na região lombar, por vezes, pode alastrar para a região pélvica ou glútea. Apesar de não ser muito intensa habitualmente, a dor costuma ser contínua ou intermitente, diminuindo com o repouso e aumentando de intensidade com os movimentos e esforços da coluna.

É preciso referir que existem inúmeros casos em que os exames clínicos e as radiografias não conseguem identificar a natureza da dor, já que esta pode aparecer de maneira inconstante e com uma localização difusa ou variável. Nestes casos, pensa-se que a dor é provocada, sobretudo, por factores psicológicos, muitas vezes relacionados com questões profissionais ou com determinadas situações que provoquem algum stress.

Fonte: Medipedia

Dor cervical

Causas

O aparecimento de dores no pescoço pode ser provocado por várias situações, já que qualquer alteração numa das inúmeras e distintas estruturas dessa zona pode provocar a manifestação de dores nessa região do corpo. De qualquer forma, não existem dúvidas de que a maioria destes problemas são de índole mecânica, sobretudo relacionados com problemas que afectam o primeiro sector da coluna vertebral. De facto, esta dor costuma ser provocada por uma irritação das terminações nervosas situadas nas articulações, nos ligamentos, nos ossos e nos músculos da coluna cervical.

Existem inúmeras alterações que podem provocar dor na região cervical: artroses, distensões, luxações ou fracturas vertebrais, espondilite anquilosante, processos infecciosos, tumores, etc. Para além disso, a dor também pode ser provocada por factores de índole psicológica, nomeadamente em situações de stress que provoquem a contracção dos músculos do pescoço.

Por vezes, consegue-se determinar com precisão o motivo do aparecimento da dor cervical; porém, na grande maioria dos casos, é muito difícil, ou até mesmo impossível, determinar a sua verdadeira origem, já que as lesões que provocam a dor são muito ligeiras e não costumam ser detectadas através dos exames habituais. Nestes casos, fala-se de dor cervical inespecífica.

Evolução

A dor cervical tanto pode ser aguda, de aparecimento súbito e de curta duração, como crónica e persistente.

A dor cervical aguda caracteriza-se pelo brusco surgimento de uma dor no pescoço que, por vezes, irradia para a nuca, para os ombros ou para a parte anterior do tórax. Embora a sua intensidade possa variar conforme o caso, geralmente, a dor é intensa e costuma aumentar de intensidade perante a realização de qualquer movimento, sendo acompanhada, regra geral, por uma contractura muscular que limita a movimentação do pescoço. Normalmente, a dor mantém-se durante alguns dias, no máximo algumas semanas, após as quais vai diminuindo de intensidade até desaparecer. Embora seja, por vezes, um episódio isolado, sem repetição, é bastante comum que, consoante a sua origem, possam surgir crises semelhantes noutras ocasiões.

Apesar de a dor cervical crónica também poder ter um início brusco, consequente de uma crise aguda que não cede, na grande maioria dos casos, vai-se evidenciando de forma progressiva. Costuma tratar-se de uma dor persistente, intermitente ou oscilante, que normalmente aumenta de intensidade com a realização de determinados movimentos ou com a adopção de certas posturas. Para além disso, pode haver episódios de agudização de uma dor crónica.

Tratamento

O tratamento de uma crise aguda de dor no pescoço passa pela administração de analgésicos e relaxantes musculares e pela aplicação de calor na zona. Para além disso, deve-se recorrer à utilização de um colar cervical, sobretudo para evitar movimentos bruscos que aumentem a dor e para proporcionar repouso à zona. De qualquer forma, a partir do momento em que a dor começa a diminuir de intensidade, devem ser efectuados vários exercícios, graduais e moderados, devidamente acompanhados por um fisioterapeuta. As massagens, a aplicação de ultra-sons, corrente eléctrica ou raios infravermelhos e outras medidas de fisioterapia costumam contribuir para uma diminuição da dor e para uma rápida cura da crise aguda. Para além disso, o médico também pode recomendar sessões de tracção cervical, com o objectivo de "descomprimir" as articulações. Neste caso, é conveniente que o paciente realize vários exercícios diferentes, de modo a equilibrar e fortalecer a musculatura do pescoço, sem esquecer, contudo, a possível participação de factores psicológicos na origem da dor.

Fonte: Medipedia

ALZHEIMER&MEMÓRIA

EXERCÍCIOS PARA MEMÓRIA EVITAM DOENÇA DE ALZHEIMER
Pesquisas revelam que mais de 1 milhão de brasileiros sofrem de Alzheimer, uma doença degenerativa que causa déficit de memória e é associada a outras deficiências na fala, pensamento e raciocínio. Como não se sabe o que causa a doença, não há prevenção e nem medicamentos que combatam o aparecimento do problema.
Contudo, especialistas da saúde recomendam manter uma vida saudável e ativa para que o cérebro continue em atividade permanente. O mais indicado é que pessoas com mais de 50 anos pratiquem esportes, leiam livros e assistam a filmes regularmente. Atividades sociais também devem fazer parte do cotidiano.
Exercitar a região do cérebro responsável pela memória é a melhor arma contra a doença de Alzheimer, e pode ser realizada através de atividades simples, como dançar e praticar exercícios que condicionem a pessoa a relembrar determinadas coisas ou situações. Os pesquisadores explicam que quando dançam, os idosos fazem um esforço maior para memorizar a sequência dos passos e mostram concentração acima do normal para não invadirem o espaço do parceiro. Além disso, se lembram de experiências e sensações vividas no passado quando a música os remete à juventude.
A Uati (Universidade Aberta da Terceira Idade) da Universidade Guarulhos (UnG), na Grande São Paulo, oferece diversas atividades com a finalidade de proporcionar uma vida mais saudável e equilibrada para o idoso. As aulas de dança e as oficinas da memória são dedicadas especialmente para quem deseja evitar a doença de Alzheimer, além das diversas disciplinas oferecidas, como gastronomia, informática, direito e massoterapia, entre outras.
A partir do dia 01 de junho, a Uati-UnG abre inscrições para cursos nas cidades de Guarulhos e Itaquaquecetuba, que serão ministrados no próximo semestre.
fonte http://www.snifdoctor.com.br/noticias.php?id=1552

Dia Nacional do Sistema Braille LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010

Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos
LEI Nº 12.266, DE 21 DE JUNHO DE 2010.
Institui o Dia Nacional do Sistema Braille.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o É instituído o Dia Nacional do Sistema Braille, a ser celebrado, anualmente, em 8 de abril.
Art. 2o No Dia Nacional do Sistema Braille, as entidades públicas e privadas realizarão eventos destinados a reverenciar a memória de Louis Braille, divulgando e destacando a importância do seu sistema na educação, habilitação, reabilitação e profissionalização da pessoa cega, por meio de ações que:
I – fortaleçam o debate social acerca dos direitos da pessoa cega e a sua plena integração na sociedade;
II – promovam a inserção da pessoa cega no mercado de trabalho;
III – difundam orientações sobre a prevenção da cegueira;
IV – difundam informações sobre a acessibilidade material, à informação e à comunicação, pela aplicação de novas tecnologias;
V – incentivem a produção de textos em Braille;
VI – promovam a capacitação de profissionais para atuarem na educação, habilitação e reabilitação da pessoa cega, bem como na editoração de textos em Braille.
Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.
Brasília, 21 de junho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
José Gomes Temporão
Paulo de Tarso Vannuchi
Este texto não substitui o publicado no DOU de 22.6.2010

Fisioterapia respiratória

Exercícios respiratórios

São exercícios específicos utilizados para melhorar a capacidade pulmonar e a função respiratória. Trata-se de exercícios simples que o paciente aprende a efectuar por si mesmo com a ajuda e supervisão do fisioterapeuta. Recomenda-se a prática destes exercícios várias vezes por dia, durante um período de tempo pré-estabelecido e num ambiente tranquilo, onde o paciente se possa sentir cómodo e relaxado. Normalmente, cada exercício deve ser repetido entre cinco a dez vezes.

Exercícios intercostais. São indicados para aprender a controlar e fortalecer a expansão do tórax. 0 paciente pode permanecer de pé ou sentado, apoiando as palmas das mãos sobre o tórax: durante a inspiração, deve efectuar uma ligeira pressão nas costelas, de modo a forçar e treinar os músculos inspiratórios; durante a expiração, as mãos devem acompanhar o movimento de retracção da cavidade torácica e, no final, comprimi-la moderadamente para expulsar o máximo de ar possível.

Respiração diafragmática. É recomendada para fortalecer a expansão da base dos pulmões, o sector que normalmente tem uma maior capacidade. O paciente deve permanecer sentado, com o tronco inclinado cerca de 45º para trás, com as costas e a cabeça bem apoiadas, os joelhos dobrados e o abdómen relaxado, apoiando uma mão sobre este para perceber os movimentos respiratórios e controlar o exercício. Então, deve inspirar lenta e profundamente, verificando a expansão da parede abdominal e a descida do diafragma. Em seguida, deve expirar o ar lentamente para que seja perceptível a contracção da musculatura abdominal e a subida do diafragma.

Espirometria de estímulo. Esta técnica, indicada para fortalecer a capacidade inspiratória, é realizada com a ajuda de um espirómetro, um aparelho simples que avalia o volume de ar aspirado. Para o efectuar, o paciente deve colocar os seus lábios na abertura do espirómetro e inspirar o mais profundamente possível. A abertura está ligada a um tubo que desagua numa divisão de três compartimentos, com uma bola de plástico no interior de cada um deles; quanto maior for o volume de ar inspirado, mais bolas sobem no interior do compartimento, ou seja, deve-se tentar fazer subir o maior número de bolas e mantê-las elevadas o máximo de tempo possível. Ao expirar, o paciente retira os seus lábios da abertura e as bolas descem.

Sopros. Entre os exercícios úteis para fortalecer a expiração, o mais simples consiste na realização de inspirações profundas seguidas de expirações pela boca efectuadas com os lábios entreabertos, de modo a obstruir a saída do ar. Este exercício não deve ser efectuado muitas vezes seguidas, pois o excesso de oxigenação pode provocar enjoos e sensação de formigueiro.

Expulsão de secreções

A acumulação de secreções nos brônquios provoca uma certa obstrução nestes canais, o que dificulta a respiração e favorece o aparecimento de processos infecciosos. Por isso, em muitos casos de doenças pulmonares crónicas (em particular, bronquite crónica, asma, bronquiectasias e enfisema) são indicados vários tipos de procedimentos simples que facilitam a expulsão das secreções brônquicas. À semelhança dos exercícios anteriormente mencionados, convém que o paciente realize estes procedimentos duas ou três vezes por dia, sob a indicação e supervisão do fisioterapeuta, num ambiente tranquilo e relaxado.

Drenagem postural. Este procedimento consiste em adoptar e manter posições corporais que favoreçam a drenagem das secreções graças a acção da gravidade. Na prática, pretende-se que a zona pulmonar a drenar fique acima dos brônquios principais - desta maneira, as secreções fluem passivamente até estes, sendo depois expulsas através da boca. Por exemplo, para facilitar a drenagem da zona superior dos pulmões, o paciente deve permanecer sentado; quando as secreções têm a tendência para se acumularem na parte inferior, necessário que o paciente se incline para que a cabeça fique num plano inferior ao resto do corpo.

Percussão. Este procedimento consiste na aplicação de uma série de ligeiros golpes sobre o peito e costas do paciente com o objectivo de favorecer a libertação das secreções brônquicas e a sua posterior expulsão para os brônquios principals. Esta prática ainda mais benéfica quando também é realizada uma drenagem postural - assim, as secreções libertas das distintas aéreas pulmonares circulam até aos brônquios principais, onde depois são expulsas até à cavidade bucal. Os golpes devem ser realizados com as mãos dobradas em forma de concha, da periferia para o centro, durante três ou quatro minutos em cada aérea pulmonar. De modo a evitar incómodos no paciente, deve-se evitar golpear a zona renal, pois é muito sensível, colocando-se uma toalha sobre o corpo para suavizar o impacto.

Fonte: Medipedia