Informativo Adefolha numero - 12 - Abril de 2008



Alfabeto Braille

Punção para escrever





EDITORIAL

Oferecemos gratuitamente aos portadores de deficiência, os seguintes encaminhamentos e atendimentos:
• Avaliação e Cadastro.
• Transporte coletivo para o associado e acompanhante se necessário.
• Transporte Interestadual para pessoa que porta deficiência
• Oftalmologia / Ortopedia / Massoterapia / Psicologia.
• Cursos variados.
• Consulta Jurídica
• Palestra e Entretenimento.
• Doação: Kit básico de alimento, Roupa Calçado (usados). Obedecendo ao critério de demanda e avaliação.
• Inserção ao mercado de Trabalho.
• Encaminhamento para outras Instituições.

Dúvida, sugestão ou elogio: DE SEGUNDA À SEXTA DAS 13:30 AS 16:00. H. Rua: João Pereira da Silva 617 (antiga 9) Bairro: Santa Mônica - Fone: (34) 3210-0354 - nos dias e horários de atendimento. Blog:http://adefuberlandia.blogspot.com
E-mail: adefuberlandia@yahoo.com.br

Confira a PROGRAMAÇÃO ABAIXO:

OFICINAS Gratuitas


• VIOLÃO - BÁSICO
• PINTURA EM TELA
• CROCHÊ-BÁSICO & APERFEIÇOAMENTO
• BORDADO EM PEDRARIA
PÚBLICO ALVO: Associado, Familiar e Comunidade. InFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES DE SEGUNDA A SEXTA DAS 13:30 ÀS 16:00. LOCAL: ADEF.

CANTINHO DO LEITOR

O trabalho criado e desenvolvido em bases sólidas é capaz de transpor barreiras e realizar sonhos...
Márcia Tânia Silveira.


Surgimento do braile
Nasceu na pequena cidade francesa, Coupvray, a 45 quilômetros de Paris, em 4 de janeiro de 1809, o caçula da família Braille, Louis. Logo após seus primeiros passos, Louis passou a brincar na oficina de seu pai, um respeitado seleiro da região, com pequenos retalhos de couro e ferramentas. Quando tentou cortar um couro - como costumava fazer seu pai - um instrumento atingiu seu olho, causando uma grave hemorragia. Alguns meses mais tarde, a infecção atingiu o outro olho e deixou Loius, com apenas 5 anos, totalmente cego.
Sua vivacidade e inteligência, porém, o fizeram ser aceito no Instituto Real para Jovens Cegos de Paris. Na época, o método de ensino consistia em fazer os alunos repetirem as explicações e textos ouvidos. Apesar de conceituada, as instalações da escola eram úmidas e frias; a disciplina, extremamente rígida, com punições físicas e isolamento a pão e água. Dessa forma, Louis se dedicou profundamente aos estudos, até se tornar um dos alunos de maior destaque.
Até que o capitão do exército francês, Charles Barbier de la Serre, ofereceu o sistema criado por ele para ser aplicado no aprendizados dos alunos cegos: para que seus soldados pudessem ler no escuro, havia inventado códigos de sinais em relevo que, combinados, permitiam a transmissão das ordens militares, as quais podiam ser decifradas pelo tato. Louis Braille rapidamente aprendeu a usar o método, apesar da dificuldade de implementá-lo para pessoas cegas. Ao adquirir cada vez mais experiência, Braille descobriu problemas naquele tipo de leitura e começou a pensar em modificações. Mas como Barbier recusou-se a adaptar seu sistema, o garoto decidiu desenvolver um novo. Aos 16 anos, então, apresentou o método em relevo, usando seis pontos para escrever cada letra, tal como é usado ainda hoje. Por meio dele, obteve 63 combinações, que representavam todas as letras do alfabeto, acentuação, pontuação e sinais matemáticos, de física, de química e musicográficos.
Apesar dos esforços de Louis Braille para aperfeiçoar e desenvolver seu sistema, o método oficial continuou sendo os códigos do capitão Barbier por muito tempo. Muitos conservadores relutaram em mudar velhos hábitos. Embora apresentasse incontáveis vantagens, o sistema braile levou muitos anos para ser totalmente aceito. E seu criador não teve o gosto de assistir, em 1854, à aprovação oficial do uso de seu sistema no ensino para cegos na França. Faleceu aos 43 anos, vítima de tuberculose.
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