vida independente



De acordo com estes princípios, “vida independente” significa que:

a pessoa com deficiência é capaz, como qualquer outra, de administrar sua própria vida, tomar decisões, fazer escolhas e assumir seus desejos; tem, portanto, o poder para fazer-se representar e ter voz própria nas questões que lhe dizem respeito, ou que se relacionam aos interesses e demandas do segmento;


a independência da pessoa não está representada apenas em sua capacidade de fazer coisas por conta própria; mesmo que possua uma deficiência severa, sua independência está muito mais na capacidade de administrar sua vida, assumir responsabilidades, tomar decisões e guiar-se por seus desejos;


a pessoa com deficiência possui desejos, necessidades e interesses variados que não a identificam como um grupo específico e unificado em torno de suas características físicas, sensoriais ou mentais; portanto, deve ser compreendida e tratada em sua singularidade;


a deficiência deve ser compreendida como uma “desvantagem” (handicap), representando a relação da pessoa com o meio em que vive, enquanto este meio lhe impuser restrições que ocorrem mais em função de barreiras físicas, humanas e sociais do que propriamente em função de sua deficiência;


a tecnologia assistiva pode intervir com recursos para redimensionar a situação de desvantagem em que a pessoa se encontra e que equivocadamente é interpretada como incapacidade;


a deficiência, mais do que qualquer outra diferença, serve de parâmetro para o reconhecimento da diversidade humana, indicando a orientação para uma sociedade inclusiva.
Fonte: CVI-Rio De Janeiro

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