domingo, 1 de agosto de 2010

As deficiências


Estimativas sobre o número de pessoas com deficiência e as conseqüências da exclusão digital para essas pessoas

As estimativas de 1976 da Organização Mundial da Saúde (OMS) calculam que cerca de 10% dos habitantes de países em desenvolvimento em tempos de paz são portadores de deficiência, um índice que, aplicado à população da América Latina e Caribe, aponta para a existência de 420 milhões de pessoas com deficiência, das quais estima-se que cerca de 40% são analfabetas.

Estudos têm apontado que a conjunção de fatores como analfabetismo, pobreza, desnutrição, precárias condições de saneamento básico e más condições de saúde pública ocasionam diversos tipos de deficiência. Estima-se, ainda, que parte considerável destas ocorrências poderia ser evitada, caso as políticas públicas contemplassem devidamente estas questões.

A condição da deficiência desperta reações de discriminação e preconceito, que reforçam a situação de exclusão vivida por estas pessoas. Acreditamos que a informação e a comunicação são armas eficazes para combater tais atitudes, ajudar a promover o respeito à diversidade, assim como prevenir a ocorrência de novos casos de deficiência.

Nem todos os países contam com estatísticas confiáveis e atualizadas sobre o número de pessoas com deficiência em seu território. Em 2000, o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento (Inter-American Development Bank) fez uma pesquisa consultando instituições de vinte países da América Latina. Os representantes de cinco deles disseram usar as estimativas da OMS por nunca terem feito um censo que incluísse a temática da deficiência. Os índices encontrados nos outros países variavam de 1,2% na Colômbia a 13,1% no Peru.

O mais recente censo demográfico do Brasil, realizado pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2000, revela que 14,5% da população total, ou seja, 24,5 milhões de brasileiros possuem alguma espécie de incapacidade física, mental ou sensorial (auditiva ou visual).

Essas pessoas e seus familiares também são parte de uma outra estatística crescente, a de excluídos digitais, pessoas que não possuem acesso às tecnologias de informação e comunicação estando, portanto, em posição de desvantagem para buscar informações e vagas em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, para citar apenas algumas situações desfavoráveis.

Sintetizando,

"Para a maioria das pessoas, a tecnologia torna a vida mais fácil; para as pessoas com deficiência, a tecnologia torna a vida possível."
(Norberto Sanches)

Fonte: tele-centros.org

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