Deficiência auditiva

Informações gerais sobre as causas e as limitações decorrentes dessa deficiência
É chamada de deficiência auditiva a perda parcial ou total da possibilidade de ouvir, que varia em graus e níveis. Com base no trabalho de Roeser & Downs, Martinez (2000), pode-se dizer que a audição está normal quando há uma diminuição de até 15dB (decibéis). Nos casos de perda entre 16 e 25 dB, há uma deficiência auditiva suave. A surdez manifesta-se como leve quando a perda varia de 26 a 40 dB, moderada entre 41 e 55 dB, moderadamente severa entre 56 e 70 dB e severa entre 70 e 90 dB.

Quando a perda auditiva é maior, ela impede o indivíduo de ouvir a voz humana e, portanto, de adquirir, espontaneamente, a capacidade de aprender a modalidade oral da língua, mesmo com o uso de prótese auditiva (aparelho). Calcula-se que pelo menos uma em cada mil crianças nasce profundamente surda, o que é diagnosticado através de exames, como a audiometria e o audiograma.

Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, devido a acidentes ou doenças. A deficiência auditiva pode ser adquirida quando existe uma predisposição genética (por exemplo, a otosclerose), quando ocorre meningite, ingestão de remédios ototóxicos (que causam danos aos nervos relacionados à audição), exposição a sons impactantes ou viroses. Outra causa da deficiência congênita é a contaminação da gestante através de certas doenças, como rubéola, sarampo, sífilis, citomegalovírus e toxoplasmose, além da ingestão de medicamentos que lesam o nervo auditivo durante a gravidez.

É importante lembrar que estas pessoas muitas vezes não falam porque não ouvem, mas elas podem emitir sons. Muitas aprendem a se comunicar com as pessoas que ouvem através da fala e aprendem a fazer leitura labial, para compreender o que é dito em resposta. Assim, a expressão "surdo-mudo", que é utilizada muito frequentemente, não é correta, pois estas pessoas não são mudas, mas sim surdas.

Orientações para a convivência com pessoas com deficiência auditiva
Como se comunicar melhor

•Quando quiser falar com uma pessoa surda, se ela não estiver prestando atenção em você, acene para ela ou toque em seu braço de forma delicada;


•Perceba como a pessoa surda que está a sua frente se comunica. Algumas fazem a leitura labial, outras só sabem comunicar-se por sinais (língua de sinais) e outras comunicam-se das duas formas. Se ela fizer leitura labial, fale de frente para ela e não cubra sua boca com a mão;


•Quando estiver conversando com uma pessoa surda, fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas não exagere na lentidão. Use a sua velocidade normal, a não ser que ela lhe peça para falar mais devagar;


•Fale diretamente com a pessoa, não de lado ou atrás dela. Faça com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular ou segurar algo em frente à boca torna impossível a leitura labial. Usar bigode também atrapalha;


•Se você souber alguma linguagem de sinais, tente usá-la. Se a pessoa surda tiver dificuldade em entender, avisará a você. De modo geral, suas tentativas serão apreciadas e estimuladas;


•Para quem não ouve, a expressão facial ajuda a captar sutilezas da comunicação transmitidas pela voz, como o tom irônico de uma frase, por exemplo. Como as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo serão boas indicações do que você quer dizer;


•Gritar com o deficiente auditivo é uma atitude ineficaz e, infelizmente, muito comum. Lembre-se que, além de não facilitar a comunicação, essa forma de falar pode ser interpretada pelo surdo como uma ofensa a ele;


•Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual, se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou;


•Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente as pessoas surdas não se incomodam de repetir para que sejam entendidas, pois isso demonstra que você está interessado em entendê-la;


•Se for necessário, comunique-se através de bilhetes. O importante é se comunicar, seja qual for o método;


•O surdo, até mesmo o oralizado (ou seja, o que aprendeu a falar), pode não ter um vocabulário extenso. Portanto fale normalmente e, se perceber que ele não entendeu, use um sinônimo. Em vez de "automóvel", fale "carro", por exemplo;


•Quando a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete, dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete supondo que ela não possa entendê-lo.

Fonte: tele-centros.org

Nenhum comentário: